Especialidades

Incontinência fecal

Incontinência fecal é a incapacidade de controlar a eliminação das fezes.

Epidemiologia

  • A incontinência fecal é mais comum em mulheres do que em homens e afeta aproximadamente entre 2 a 5% da população brasileira. Acima dos 70 anos, a incontinência fecal se manifesta igualmente nos dois sexos.

Sinais e sintomas

  • Sinais e sintomas: caracterizada pela perda de fezes, devido à perda do controle do esfíncter anal.

Diagnóstico

  • Histórico clínico e exames diagnósticos, exame de fezes, exame de imagem e avaliação fisiológica podem ajudar no reconhecimento da doença.

Tratamento clínico

  • O tratamento clínico inclui medicações e algumas medidas para reduzir a frequência da incontinência e alterar a consistência das fezes, levando ao controle mais adequado. Eventualmente, lavagens intestinais podem ser orientadas a alguns pacientes, principalmente em situações em que o risco de constrangimento pela perda fecal é maior (em viagens ou eventos sociais). O biofeedback é um tipo de fisioterapia para a musculatura da defecação, segura e não invasiva, que faz um retreinamento da musculatura retal e pélvica. Utiliza sensores ligados a um computador e mostra na tela qual o tipo de movimento mais adequado para a continência anal, o que ajuda a identificar e contrair os músculos adequados. Pode melhorar a incontinência em até 90% das vezes e até curá-la, dependendo da causa.

Tratamento cirúrgico

  • Alguns poucos pacientes podem ser beneficiados com a realização da cirurgia. Há várias técnicas cirúrgicas diferentes, incluindo reparo direto da musculatura, reforço das estruturas anais, implante de esfíncteres artificiais, transposição de músculos de outras áreas e até colostomias em casos extremos.

Prognóstico

  • Apesar de apresentar bons resultados, quando bem indicados, os tratamentos cirúrgicos da incontinência anal podem ter um índice alto de complicações e consequências imprevisíveis. Os melhores resultados cirúrgicos são obtidos com a correção de defeitos musculares específicos. Para que se tenha os melhores resultados possíveis, associa-se técnicas de tratamento clínico, psicológico, fisioterápico e cirúrgico.
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mar 25, 2014 | Publicado por in Especialidades | Comentários desativados