Os pólipos de cólon e reto são formações que se desenvolvem na mucosa do intestino grosso e se projetam para o seu interior. Eles podem apresentar diferentes tamanhos e formatos, podendo ser planos, elevados ou ligados à parede intestinal por uma haste, chamada pedículo.
Também chamados de pólipos colorretais, são frequentemente identificados durante a colonoscopia. A maioria não provoca sintomas e nem todo pólipo se transforma em câncer. Entretanto, determinados tipos apresentam potencial de evolução para câncer colorretal e, por isso, sua identificação e acompanhamento são importantes.
Onde podem aparecer os pólipos no cólon e no reto?
Os pólipos podem surgir em diferentes regiões do intestino grosso, incluindo cólon direito, cólon transverso, cólon descendente, sigmoide e reto.
A localização é uma das informações consideradas durante a colonoscopia, juntamente com características como tamanho, quantidade, formato e aspecto da lesão.
Pólipo no reto
O pólipo no reto, também chamado de pólipo retal, é uma lesão localizada na porção final do intestino grosso. Assim como acontece em outras regiões do cólon, ele pode ser encontrado durante uma colonoscopia mesmo na ausência de sintomas.
A conduta depende das características da lesão e, quando o pólipo é removido, da análise anatomopatológica do material.
Pólipo no sigmoide
O sigmoide é a porção do intestino grosso que antecede o reto. Pólipos nessa região também são relativamente frequentes e podem apresentar diferentes características histológicas.
A localização, isoladamente, não determina se um pólipo é benigno ou apresenta potencial de evolução. Para essa avaliação, são consideradas também suas características endoscópicas e o resultado da análise do tecido.
Quais são os sintomas dos pólipos de cólon e reto?
A maioria dos pólipos colorretais é assintomática. Por isso, muitas dessas lesões são identificadas durante exames de rastreamento ou durante a investigação de outras alterações intestinais.
Quando existem manifestações, podem ocorrer:
- sangramento pelo reto;
- sangue nas fezes;
- presença de muco;
- alterações persistentes do hábito intestinal;
- anemia por deficiência de ferro em determinadas situações.
Esses sinais não são específicos dos pólipos e também podem estar relacionados a outras doenças do cólon, reto e ânus.
Pólipo no reto pode virar câncer?
Nem todo pólipo no reto ou em outra região do cólon se transforma em câncer. Existem diferentes tipos de pólipos e eles apresentam comportamentos distintos.
Alguns adenomas e determinadas lesões serrilhadas apresentam potencial pré-canceroso. O risco associado a uma lesão depende de fatores como tipo histológico, tamanho, número de pólipos e alterações celulares identificadas na análise anatomopatológica.
A identificação e remoção dessas lesões é uma das estratégias utilizadas para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer colorretal.
Como são diagnosticados os pólipos de cólon e reto?
A colonoscopia é um dos principais exames para a identificação de pólipos colorretais. O procedimento permite examinar a mucosa do cólon e do reto e, em muitos casos, identificar e retirar a lesão no mesmo exame.
Outros métodos podem ser utilizados em situações específicas ou em estratégias de rastreamento. Quando um pólipo é encontrado, as características observadas durante o exame ajudam a determinar a abordagem mais adequada.
Como é feita a retirada de um pólipo do cólon ou do reto?
Muitos pólipos podem ser removidos durante a própria colonoscopia por meio de técnicas de polipectomia endoscópica. A escolha da técnica depende de características como tamanho, formato e localização da lesão.
Lesões maiores ou mais complexas podem exigir técnicas endoscópicas avançadas. Em situações selecionadas, quando a remoção endoscópica não é adequada ou existe suspeita de uma lesão invasiva, o tratamento cirúrgico pode ser considerado.
Por que o pólipo retirado é enviado para análise?
Depois da remoção, o material é encaminhado para análise anatomopatológica. Esse exame permite identificar o tipo do pólipo e avaliar características importantes para estimar seu potencial de risco.
O resultado também ajuda o médico a definir a necessidade e o intervalo de acompanhamento após a retirada.
Os pólipos podem aparecer novamente?
Um pólipo completamente removido não significa que necessariamente surgirá novamente no mesmo local. Entretanto, pessoas que já apresentaram pólipos podem desenvolver novas lesões em outras regiões do cólon ou do reto ao longo do tempo.
Por isso, dependendo do número, tamanho e tipo das lesões encontradas, pode ser recomendado acompanhamento com novas colonoscopias.
Quando repetir a colonoscopia após retirar um pólipo?
Não existe um intervalo único para todas as pessoas. A recomendação depende dos achados do exame, da qualidade da colonoscopia, da quantidade e do tamanho das lesões e principalmente do resultado anatomopatológico.
O histórico pessoal e familiar também pode influenciar a estratégia de acompanhamento. Por isso, o intervalo da próxima colonoscopia deve ser individualizado.
Qual a diferença entre pólipos de cólon e reto e pólipos intestinais?
Os termos são frequentemente utilizados de maneira semelhante, mas cólon e reto correspondem especificamente ao intestino grosso. Já a expressão pólipos intestinais pode ser utilizada de maneira mais ampla.
Para entender os diferentes tipos de lesões, fatores associados, prevenção e outras informações gerais sobre o tema, consulte também nosso conteúdo sobre pólipos intestinais.
Quando procurar um coloproctologista?
A avaliação especializada pode ser indicada diante de alterações como sangramento pelo reto, sangue nas fezes, anemia sem causa esclarecida ou mudanças persistentes do hábito intestinal.
Também é importante discutir o rastreamento do câncer colorretal e o acompanhamento após a identificação de pólipos de acordo com idade, histórico familiar, exames anteriores e fatores individuais de risco.

