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O plicoma anal é uma dobra ou excesso de pele localizado na parte externa do ânus. Geralmente é uma alteração benigna e pode surgir após processos inflamatórios ou cicatrizações na região anal.
Em muitas pessoas, o plicoma não provoca dor nem outros sintomas. Em alguns casos, entretanto, o excesso de pele pode dificultar a higiene, causar irritação, coceira ou desconforto e levar o paciente a procurar avaliação com um coloproctologista.
O que é plicoma anal?
O plicoma anal é uma saliência formada por excesso de pele na região ao redor do ânus. Pode existir apenas um plicoma ou mais de um, e seu tamanho pode variar de uma pessoa para outra.
Uma situação frequente é o surgimento após um processo de inflamação e cicatrização. Depois que o edema diminui, uma parte da pele que foi distendida pode permanecer como uma dobra externa.
Por estar localizado externamente, muitas vezes o próprio paciente percebe o plicoma durante a higiene ou ao tocar a região. Apesar disso, outras alterações anais podem apresentar aparência semelhante, por isso o diagnóstico deve ser confirmado quando houver dúvida.
Plicoma anal é perigoso?
O plicoma anal é uma alteração benigna e não se transforma em câncer. Em muitos casos, ele permanece apenas como um excesso de pele e não necessita de tratamento.
Isso não significa, entretanto, que toda alteração percebida na região anal seja um plicoma. Hemorroidas, verrugas, lesões inflamatórias e outras condições podem apresentar manifestações diferentes ou semelhantes.
Por isso, quando surgir uma alteração nova, houver crescimento da lesão, sangramento, dor ou dúvida sobre o diagnóstico, é importante procurar avaliação especializada.
Quais são os sintomas do plicoma anal?
Muitas pessoas com plicoma anal não apresentam sintomas. Nesses casos, o excesso de pele pode ser percebido apenas durante a higiene da região.
Quando existem manifestações, elas podem incluir:
- Dificuldade para realizar a higiene após evacuar;
- Coceira ou irritação na região anal;
- Desconforto causado pelo atrito local;
- Sensação de excesso de pele ao redor do ânus;
- Incômodo estético.
A irritação pode ser favorecida pelo acúmulo de resíduos e pela limpeza excessiva da região. Sangramento recorrente ou dor importante não devem ser automaticamente atribuídos ao plicoma e precisam ser investigados.
Quais são as causas do plicoma anal?
O plicoma pode se formar depois de situações que provocam inflamação, edema ou distensão da pele da região anal. Após a melhora do processo inicial, uma dobra de pele pode permanecer no local.
Algumas condições que podem estar associadas ao aparecimento de plicomas incluem:
- Fissuras anais;
- Doença hemorroidária;
- Processos inflamatórios da região anal;
- Doença de Crohn com comprometimento perianal;
- Alterações relacionadas à evacuação e esforço repetitivo;
- Cicatrização após determinadas lesões ou procedimentos na região.
Identificar a condição associada pode ser importante, principalmente quando existem outros sintomas além do excesso de pele.
Qual a diferença entre plicoma anal, hemorroida e fissura?
Embora possam acometer a mesma região, plicoma, hemorroida e fissura anal são condições diferentes.
O plicoma é um excesso de pele externo. Já as hemorroidas correspondem a estruturas vasculares da região anal que podem apresentar alterações e sintomas. A fissura anal, por sua vez, é uma pequena ruptura ou ferida no revestimento do canal anal, frequentemente associada a dor durante ou após a evacuação.
Além disso, uma inflamação ou cicatrização relacionada a uma fissura ou doença hemorroidária pode deixar uma dobra de pele residual semelhante a um plicoma.
Como o aspecto e os sintomas podem gerar dúvida para o paciente, a avaliação do coloproctologista permite diferenciar essas condições e indicar se algum tratamento é necessário.
Plicoma anal pode desaparecer sozinho?
Depois de formado, o plicoma anal geralmente não desaparece completamente sozinho, pois corresponde a uma dobra ou excesso de pele que permaneceu na região.
Isso não significa que todo plicoma precise ser retirado. Quando não existem sintomas, dificuldade de higiene ou incômodo significativo, muitas pessoas podem conviver com a alteração sem necessidade de procedimento.
Se houver uma condição associada, como inflamação, fissura anal ou alteração do hábito intestinal, ela deve ser avaliada e tratada independentemente da decisão de remover ou não o excesso de pele.
Como é feito o diagnóstico do plicoma anal?
O diagnóstico do plicoma anal geralmente é realizado por meio da avaliação da região pelo coloproctologista. Como o plicoma está localizado externamente, muitas vezes sua identificação pode ser feita durante o próprio exame clínico.
A avaliação também é importante para diferenciar o plicoma de outras alterações que podem surgir ao redor do ânus e para verificar se existem doenças associadas.
Quando necessário, o médico pode realizar ou solicitar exames complementares para avaliar o canal anal, o reto ou outras estruturas, de acordo com os sintomas e os achados do exame.
Como é feito o tratamento do plicoma anal?
O tratamento depende principalmente dos sintomas e do impacto do plicoma na vida do paciente. Quando não há incômodo, a retirada pode não ser necessária.
Cuidados adequados com a higiene da região e o tratamento de condições associadas podem ser suficientes para pacientes que não desejam ou não precisam remover o excesso de pele.
Quando o plicoma causa dificuldade de higiene, irritações recorrentes, desconforto ou incômodo importante, a retirada pode ser considerada após avaliação do coloproctologista.
Medicamentos podem ser utilizados para tratar problemas associados ou controlar determinados sintomas, mas não costumam eliminar a dobra de pele já formada.
Como é feita a retirada do plicoma anal?
A retirada do plicoma é realizada por meio de um procedimento no qual o excesso de pele é removido. A técnica utilizada, o tipo de anestesia e os cuidados necessários dependem da quantidade e do tamanho dos plicomas, das características da região e da avaliação de cada paciente.
O planejamento também deve considerar a preservação da anatomia e a cicatrização adequada da região anal. Por isso, mesmo sendo uma alteração benigna e externa, sua retirada deve ter indicação e acompanhamento médico.
Antes do procedimento, também é importante avaliar se existe alguma doença anal ou intestinal associada que precise ser tratada.
O plicoma anal pode ser retirado com laser?
O laser pode ser utilizado em determinados procedimentos na região anal, inclusive para corte e coagulação de tecidos. Sua indicação para a retirada de um plicoma depende das características da lesão, da técnica adotada pelo cirurgião e das condições de cada paciente.
O uso do laser não elimina a necessidade de avaliação individual. A escolha da técnica deve considerar segurança, extensão da área a ser tratada e resultado funcional esperado.
Como é a recuperação após a retirada do plicoma?
A recuperação varia de acordo com a extensão do procedimento e com as características de cada paciente. Como a região anal está sujeita a atrito, umidade e contato durante as evacuações, os cuidados locais são importantes durante a cicatrização.
O médico poderá orientar sobre higiene, controle do desconforto, evacuação e retorno às atividades. É importante seguir essas recomendações e comunicar sinais como sangramento significativo, dor intensa, febre ou outras alterações durante a recuperação.
Quando procurar um coloproctologista?
Uma alteração nova na região anal deve ser avaliada quando houver dúvida sobre sua origem, principalmente se estiver associada a dor, sangramento, coceira persistente, secreção ou mudança de tamanho e aparência.
Mesmo quando se trata de um plicoma anal benigno, o coloproctologista pode avaliar se existe alguma condição associada e orientar sobre cuidados locais ou sobre a possibilidade de retirada quando houver indicação.
O Instituto Jorge Reina atua no diagnóstico e tratamento das doenças do intestino, reto e ânus, incluindo alterações que podem causar sintomas e desconfortos na região anal.
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