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Úlcera duodenal

A úlcera duodenal, produzida pela ação corrosiva do suco gástrico, consiste na erosão da mucosa que cobre o interior do duodeno. Trata-se de uma doença crônica que, embora cicatrize em poucas semanas, pode voltar a se formar inúmeras vezes.

Epidemiologia

  • As úlceras duodenais atingem cerca de 0,3% da população.

Sinais e sintomas

  • A úlcera geralmente causa dor e queimação na parte superior do abdômen. Esses sintomas são mais frequentes quando estamos em jejum e são aliviados com a ingestão de alimentos, leite ou antiácidos. A sensação de queimação pode ocorrer durante a madrugada, provocando dor ao acordar.

Diagnóstico

  • O exame mais indicado é a endoscopia digestiva alta. A partir da endoscopia, biópsias podem ser realizadas para se determinar a presença ou não de malignidade.

Tratamento clínico

  • Atualmente, estão disponíveis medicações eficazes para suprimir ou quase eliminar a acidez gástrica. Essas drogas têm sido dramaticamente efetivas no alívio dos sintomas e permite a cicatrização das úlceras.

Tratamento cirúrgico

  • O tratamento cirúrgico da úlcera é raro e reservado, apenas, a algumas complicações, como para casos de hemorragia, perfuração e estenose.

Prognóstico

  • Caso a úlcera tenha sido provocada por aspirina ou anti-inflamatórios, não há necessidade de subsequente tratamento. Evitando essas drogas não haverá recorrência da úlcera. A segunda maior modificação no tratamento das úlceras é a descoberta da infecção pelo H-pylori. Quando esta infecção é tratada com antibióticos, é alta a probabilidade de eliminar a bactéria. Exterminada a infecção, as úlceras dificilmente retornam. Se a infecção não for tratada, a úlcera invariavelmente retornará.
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mar 25, 2014 | Publicado por in Especialidades | Comentários desativados