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Câncer do fígado

Câncer de fígado é uma doença que se caracteriza pela presença de tumores malignos sobre ou dentro do tecido hepático. É dividido em duas categorias: o primário do fígado, que são os tumores originados do fígado (hepatocarcinoma, colangiocarcinoma e hepatoblastoma); e o secundário, ou metastático, que são os originados em outro órgão e que atingem também o fígado.

Epidemiologia

  • O desenvolvimento do câncer de fígado primário não tem predileção por raças ou etnias. Todavia, a incidência desse câncer é bem maior no sexo masculino do que no sexo feminino. Os tumores hepáticos são mais frequentes em indivíduos com mais de 60 anos de idade.

Sinais e sintomas

  • Os sintomas do câncer de fígado são inespecíficos, muitas vezes associados aos sintomas do tumor primário. Em casos mais avançados, o paciente pode sentir dor no hipocôndrio direito -região abdominal localizada logo abaixo das costelas, à direita, e pode ser notada a presença de massas abdominais ou icterícia.

Diagnóstico

  • O diagnóstico é feito, normalmente, por exames médicos de imagem, como tomografia computadorizada, ultrassonografia ou ressonância magnética, exames laboratoriais e biópsia hepática.

Tratamento clínico

  • Pode ser feito através de radioterapia, que não é muito empregada em tumores hepáticos, sendo usada para aliviar alguns sintomas, como dor e sangramento; ou quimioterapia, que faz uso de medicamentos para matar as células cancerosas. O paciente pode receber uma droga ou uma combinação delas. O tratamento dos tumores hepáticos é basicamente cirúrgico, porém o tratamento clínico é possível em uma pequena parcela dos pacientes. Há alguns tratamentos paliativos, isto é, que melhoram os sintomas, mas não aumentam o tempo de sobrevida do paciente, como a alcoolização das lesões, a embolização e a quimioembolização.

Tratamento cirúrgico

  • O tratamento cirúrgico é o mais indicado para os tumores hepáticos primários, na ausência de metástases a distância e para os tumores hepáticos metastáticos, em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática dependerá do estado clínico do paciente e da quantidade prevista de parênquima hepático restante, que deve ser em torno de 10% do peso corporal. Nos pacientes cirróticos, somente os com a classificação de Child A (cirrose inicial) são candidatos à ressecção hepática segura.

Prognóstico

  • Tudo dependerá do estágio em que a doença foi diagnosticada.
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mar 25, 2014 | Publicado por in Especialidades | Comentários desativados