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Câncer de cólon de reto

Epidemiologia

  • Definição: o câncer de cólon e reto compreende todas as lesões malignas do intestino grosso e do reto. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é apontado como a terceira causa de morte por câncer.
  • Incidência: este tipo de câncer pode ocorrer em qualquer idade, no entanto a maior incidência de casos acontece na faixa etária entre 50 e 70 anos. Alguns fatores de risco podem ser destacados, como histórico familiar da doença; história pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama; dieta com alto consumo de gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo; doenças inflamatórias do cólon – retocolite ulcerativa crônica e doença de Cronh; e algumas condições hereditárias – polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).
  • Sintomas: entre os principais sintomas estão: anemia de origem indeterminada; dores abdominais; massa abdominal; melena (fezes com aspecto de borra de café); constipação; diarreia; náuseas; vômitos e tenesmo (conhecido como vontade persistente de evacuar).

Diagnóstico

  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes: coleta de uma amostra de fezes, na qual será pesquisada a presença de vestígios de sangue.
  • Colonoscopia: é um exame endoscópico semelhante à retosigmoidoscopia, porém com um aparelho mais fino e mais flexível, que consegue visualizar as porções do cólon, além do reto e do sigmoide.
  • Retosigmoidoscopia: o médico introduz pelo ânus um fino tubo com uma câmera na ponta dentro do reto, à procura de pólipos ou lesões suspeitas. O intervalo ideal será determinado pelo médico.
  • Clister opaco ou enema opaco: um líquido contendo bário é colocado pelo ânus dentro do reto e do cólon, e exames de raio-X são realizados com o intuito de procurar defeitos no enchimento dessa porção do intestino. Localizada uma anormalidade, uma biópsia endoscópica deverá ser feita.

Tratamento

  1. Cirúrgico

    • O tratamento é a retirada completa da lesão –parte do intestino afetada e os linfonodos próximos a essa região –, seja por via endoscópica ou por cirúrgica. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, utilizando  grampeadores para evitar, assim, as colostomias.
    • A radioterapia associada ou não à quimioterapia pode ser utilizada para reduzir a possibilidade de retorno do tumor (recidiva). Quando a doença já está disseminada, com metástases no fígado, pulmão ou em outros órgãos, as chances de cura diminuem.
    • Técnica cirúrgica minimamente invasiva: a cirurgia minimamente invasiva tem como objetivo a máxima preservação da anatomia com a mínima agressão ao organismo. Os benefícios da cirurgia minimamente invasiva incluem: melhor resultado estético; menos dor pós-operatória; menor taxa de complicações; recuperação mais rápida; alta hospitalar precoce; retorno conforto do paciente. Para mais informações sobre essa técnica, clique aqui.
  2. Clínico

    • Pode ser administrado com remédios que agem diretamente nas células do tumor. Medicamentos inovadores inibem a formação de vasos sanguíneos responsáveis pelo crescimento do tumor. No tratamento oral, a quimioterapia pode ser um diferencial, pois possibilita que os pacientes tenham mais tempo livre, já que não precisam ficar no hospital para receber os medicamentos por via intravenosa – não existe a necessidade de recorrer a dispositivos como injeções ou bombas de infusão.

Prognóstico

  • O câncer colorretal, quando detectado em seu estágio inicial, possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortes associadas ao tumor. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes uma vez por ano. Indivíduos com exame positivo devem realizar colonoscopia, e os que têm fatores de risco devem ter um acompanhamento médico diferenciado.
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mar 25, 2014 | Publicado por in Especialidades | Comentários desativados